A Divisão de Acção Social encontra-se organizada em Unidades de Acção abrangendo três áreas: (1) os apoios e benefícios sociais, (2) as actividades de animação social e (3) o desenvolvimento social.
APOIOS E BENEFÍCIOS SOCIAIS
No que respeita à área dos apoios e benefícios sociais, procedeu-se entre 2007 e 2010 à criação de três Unidades de Acção (Apoio Social a Pessoas Individuais; Apoio à População Migrante, Apoio às Instituições Sociais), e à construção dos seguintes instrumentos de regulação:
- Regulamento Municipal para Atribuição de Apoios a Estratos Sociais Desfavorecidos (Regulamento n.º 8/2009 de 8 de Janeiro – DR 2ª série, alterado e rectificado em 25 de Setembro de 2009 de acordo com as alterações propostas no Regulamento 220/2009 de 25 de Maio – DR 2ª série - possibilita o financiamento a pessoas em situação de emergência social e na melhoria das suas condições de habitação.
- Regulamento de Apoio às Instituições de Solidariedade Social (Regulamento nº 607/2010 de 15 de Julho – DR 2ª série – Nº 136) – visa criar condições e meios necessários às instituições de solidariedade social para o desenvolvimento das respectivas actividades. Pretende ainda induzir a necessária planificação dos apoios a conceder e aumentar os graus de transparência nos processos decisórios e a relação de confiança e de cooperação que deve existir entre as instituições e a autarquia.
ANIMAÇÃO SOCIAL
A Unidade para a Animação Social desenvolve ao longo do ano, de forma descentralizada e em colaboração com as instituições do concelho, uma diversidade de actividades socioeducativas e lúdicas, dirigidas a todos os níveis etários – Crianças e Jovens, Adultos e Pessoas Idosas, privilegiando actividades inter-geracionais.
DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Baseamos a nossa actuação numa política de desenvolvimento social que valoriza práticas fundamentadas no conhecimento, no trabalho colaborativo com as instituições e numa intervenção de proximidade. A Figura 1 reflecte o modelo de trabalho utilizado – ideias que se partilham nos grupos de trabalho organizados em torno de temáticas emergentes, consubstanciando-se em práticas de investigação e de intervenção na comunidade.

O trabalho desenvolvido na Rede Social de Guimarães com as instituições e com as universidades tem conduzido, nos últimos anos, à construção de planos de desenvolvimento social e a consequentes projectos de desenvolvimento local que exigem coordenação e capacidade para a sua implementação no terreno. Estruturas de proximidade como os dois Gabinetes Locais de Desenvolvimento Social criados em 2007, têm constituído uma prática que está na base de actuações bem sucedidas, contribuindo para melhorar as condições de vida das populações do concelho através de um profundo trabalho de articulação com as freguesias.
Em funcionamento desde 2008, o Centro de Recursos para a Investigação/Acção (CRI/A) integra um conjunto de condições técnicas e financeiras que facilitam a pesquisa e o conhecimento das questões sociais, contribuindo para a construção de uma massa crítica ao serviço dos objectivos da Rede Social de Guimarães, através da cooperação entre o Município, as instituições, as universidades e os centros de investigação. Apresenta-se como um ponto de encontro de pessoas, ideias e projectos, de modo a permitir uma melhor articulação entre conhecimento sistematizado e prática. O CRI/A coordena actualmente sete projectos de investigação/acção em curso. Um destes projectos - o Sistema de Informação Social, em elaboração pelo Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, resultou da necessidade de se disponibilizar no website da Rede Social, conhecimento actualizado sobre o concelho de Guimarães no que respeita à sua caracterização e práticas sociais para facilitar o planeamento e a intervenção social.