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Guimarães reabilita dois edifícios no Centro Histórico e cria Residência para Investigadores

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14 Fevereiro 2017

Seis alojamentos temporários vão ficar instalados na rua da Rainha D. Maria II, num dos espaços até agora ocupados pela “Loja d'A Oficina”. Obra com um prazo de execução de seis meses fica concluída no verão. Dia de hoje foi dedicado a limpezas.

A Câmara Municipal de Guimarães inicia esta quarta-feira, 15 de fevereiro, a recuperação de dois edifícios situados na rua da Rainha D. Maria II, em pleno Centro Histórico classificado, com o objetivo de ali instalar a Residência para Investigadores. A reabilitação dos imóveis, inseridos na área classificada como Património Cultural da Humanidade, tem por objetivo o uso temporário de cientistas, artistas e criativos que, desejando trabalhar em Guimarães, encontram aqui residência temporária em função do respetivo projeto.

Com um prazo de execução de 180 dias, este novo equipamento vimaranense, orçado em 998.041,77 euros, valor ao qual acresce a taxa de IVA em vigor, destina-se igualmente à criação de espaços de interação com a população local, gerando espaços de estar, de socialização e exposição, devendo estar concluído no próximo mês de agosto. «Guimarães é um concelho onde a História e a contemporaneidade se cruzam e o conhecimento e a cultura emergem como fatores distintivos, constituindo-se como motor de desenvolvimento social e económico, tornando o território mais competitivo e atrativo», considera o Presidente do Município, Domingos Bragança.

O projeto contempla a criação de sala de exposições, sala de convívio, sala multimédia, sala de leitura, estabelecimento de bebidas, sala de administração, instalações sanitárias, além de seis apartamentos T0, adequados ao uso por pessoas com mobilidade condicionada, constituídos por uma cozinha Kitchenet, quarto, sala, instalações sanitárias e pátio exterior ajardinado voltado para a rua Egas Moniz. A intervenção inclui a manutenção e restauro das duas estruturas autónomas que, apesar de interligadas, apresentam espaços físicos distintos, permitindo a realização de propostas programáticas diferenciadas no que diz respeito ao seu uso.

A obra compreende a possibilidade de atribuir novas funções compatíveis com o princípio do respeito pela autenticidade dos edifícios, evidenciando os elementos decorativos originais, tendo como finalidade uma correta leitura cronológica dos diferentes componentes dos imóveis. O projeto prevê também a utilização de materiais resistentes ao desgaste e de custo reduzido na sua manutenção, bem como aplicação de tecnologias compatíveis com o lugar e direcionadas para a máxima redução de consumos energéticos.

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