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Candidatura da Penha a Paisagem Protegida terá no Governo um forte aliado

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13 Abril 2018

A afirmação foi proferida pelo Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, numa visita à Montanha da Penha que contou com a presença de Domingos Bragança, Presidente da Câmara.

Ao início da tarde desta quinta-feira, 12 de abril, Domingos Bragança, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, e Roriz Mendes, Juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha, acompanharam o Secretário de Estados das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, durante uma visita que teve como objetivo dar a conhecer as potencialidades do “pulmão verde” de Guimarães, quer ao nível dos equipamentos quer ao nível dos recursos naturais. A visita teve como objetivo a sensibilização do Governo para a candidatura da Montanha da Penha a Paisagem Protegida, numa altura em que Guimarães está na corrida ao título de Capital Verde Europeia 2020.

Na Conferência de Imprensa que teve lugar após a visita, Roriz Mendes, Juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, fez um resumo histórico da importância da Penha, deixando dois factos importantes como a classificação como Estância Turística de Excelência, em 1923, e a classificação como Imóvel de Interesse Público, em 1953. A Penha, referiu, está referenciada no PDM como “local de interesse geológico”, é uma montanha “detentora de grande biodiversidade”, e contará com a “participação ativa da Irmandade na candidatura a Paisagem Protegida”.

Domingos Bragança, Presidente da Câmara, realçou a opção estratégica, tomada em 2013, pelo caminho do desenvolvimento sustentável, referindo que, para esse desiderato, “a Montanha da Penha é incontornável”. Domingos Bragança fez questão de reforçar a ideia de que a Irmandade da Penha é parte fundamental no processo de candidatura, bem como o contributo do conhecimento e da ciência, através das prestações da Universidade do Minho e Universidade de Trás-os-Montes, nomeadamente no que diz respeito à reflexão e pensamento que deverão estar na base da candidatura. O Edil disse ainda que pretende ver a Montanha da Penha integrada numa vasta área a que chamou a “mancha verde” da cidade, uma mancha harmoniosa e coerente, com rotas de biodiversidade, que se estenda igualmente às zonas da Lapinha e de Monchique. “Tudo isto”, concluiu, “sempre tendo por base uma forte dimensão humana”.

Por sua vez, Miguel João de Freitas, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, reforçou esta dimensão humana, argumentando que a ligação das pessoas com o território é fundamental numa teia de novas relações que devem incluir também a relação urbano/rural e a relação património natural/património construído. Miguel João de Freitas salientou o “entusiasmo e paixão” dos vimaranenses pelas suas causas: “Impressiona-me sempre essa força de visão que hoje se sente em Guimarães, que é a força de uma visão que se sabe certa para o caminho de futuro. Este é o século da sustentabilidade ambiental. Em Guimarães respira-se a vontade de fazer deste concelho um concelho deste século”. O Secretário de Estado conclui, dizendo que “o Governo só tem que estar ao lado de quem toma a iniciativa”, deixando clara a ideia de que será portador das boas políticas públicas e da adesão da população.

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