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O que é a CVE

O que é a Capital Verde Europeia?

Que cidades já obtiveram esse galardão?

Até à data, as Capitais Verdes Europeias (CVE) eleitas foram Estocolmo (2010), Hamburgo (2011), Vitoria-Gasteiz (2012), Nantes (2013), Copenhaga (2014), Bristol (2015) e Ljubljana (já escolhida para 2016). Como regra, as candidaturas submetidas no ano “N”, são avaliadas e selecionadas no ano “N+1”, sendo que a vencedora ostenta o título de Capital Verde Europeia no ano “N+3”. Lisboa, Porto e Cascais que apresentaram candidaturas em 2014, foram selecionadas e eram candidatas ao galardão em 2017, não tendo sido eleitas. Precisamente em 2017, Guimarães apresentará a sua candidatura a Capital Verde Europeia de 2020.

 

Quais são os indicadores que estão em jogo?

O processo de candidatura foca, essencialmente, 12 áreas ambientais, designadas por Áreas Indicadores (AI):

1. Alterações climáticas: mitigação e adaptação;
2. Transporte local;
3. Áreas urbanas verdes incorporando uso sustentável do solo;
4. Natureza e biodiversidade;
5. Qualidade do ar ambiente;
6. Qualidade do ambiente acústico;
7. Produção e gestão de resíduos sólidos;
8. Gestão da água;
9. Tratamento de águas residuais;
10. Ecoinovação e emprego sustentável;
11. Desempenho energético;
12. Gestão ambiental integrada

 

Por que faz sentido Guimarães concorrer?

O Município de Guimarães acumulou ao longo das duas últimas décadas um enorme capital de prestígio, credibilidade e notoriedade, tornando-se num concelho pioneiro em vários domínios e um dos que mais consistentemente tem investido numa visão diferenciada, baseada na valorização dos seus ativos intangíveis.

Hoje existe uma Guimarães do Talento, com um sistema de ensino de excelência, onde pontuam escolas secundárias prestigiadas e uma universidade de investigação; uma Guimarães da Inovação, com um parque de ciência e tecnologia, incubadoras e gabinetes de transferência de conhecimento, centros de investigação universitários e empresas exportadoras de grande expressão; existe por certo a Guimarães Conectada, por via das inúmeras ligações institucionais, como a mais recente Universidade das Nações Unidas, das ligações eletrónicas e também das ligações físicas concretizadas pela elevadíssima acessibilidade por terra, ar e mar; e temos ainda a Guimarães Autêntica, com o seu centro histórico como Património da Humanidade, com a excelente recuperação da zona de Couros ou com as suas mais variadas expressões artísticas e da cultura popular.

A par desse trabalho, Guimarães recebeu nos últimos anos iniciativas como a Capital Europeia da Cultura e a Cidade Europeia do Desporto que, para além do elevado impacto internacional, foram eventos que ajudaram a instalar dinâmicas e a entrar no quotidiano do vimaranense.

Esta estratégia chegou agora a um novo nível de objetivos orientados para o ambiente e a sustentabilidade. Um novo paradigma de cidade, eficiente e com qualidade de vida, assente no cruzamento entre a história, a indústria, a criatividade e o conhecimento. Guimarães pretende assim desenvolver a dimensão ambiental, essencial para o modelo de desenvolvimento que tem sido até agora exemplar. Tal como a estratégia europeia, expressa no documento Europa 2020 e vertida para o Portugal 2020, também a estratégia de Guimarães sente a necessidade de conjugar os desígnios até agora assumidos com as preocupações da sustentabilidade: crescimento inteligente, inclusivo e sustentável são mais do que chavões, são na realidade um triângulo que, se bem equilibrado, pode constituir-se como a chave do sucesso.

A candidatura de Guimarães ao galardão Capital Verde Europeia é, por isso, um desafio de grande dimensão. Mas o sucesso desta candidatura não é necessariamente o seu resultado final. Reside, isso sim, no valor do caminho para lá chegar. Um percurso que representa uma visão, uma ambição, e que se pretende mobilizador. É neste quadro que Guimarães apresenta esta candidatura.

 

Que benefícios pode colher?

O estatuto de Capital Verde Europeia traz inúmeros benefícios que perduram muito além do ano de detenção do título, nomeadamente:

≥ Aumento do turismo
≥ Cobertura mediática internacional positiva
no valor de milhões de euros
≥ Aumento da projeção internacional, do trabalho
em rede e do estabelecimento de novas alianças
≥ Novos empregos – uma Capital Verde é mais atrativa para investidores estrangeiros
≥ Maior ênfase em projetos ambientais através
de patrocínios e subvenções
≥ Orgulho entre os cidadãos
≥ Impulso para continuar a melhorar
a sustentabilidade ambiental
≥ A Rede Europeia Capital Verde

 

Contornos da candidatura

O Prémio Capital Verde Europeia, ou, para usar a expressão original, o “European Green Capital Award”, nasce da vontade de 15 cidades europeias em estimular e reconhecer as boas práticas ambientais. Foi assim que no ano 2006, as cidades de Talin, Helsinquia, Riga, Vilnius, Berlim, Varsóvia, Madrid, Liubliana, Praga, Viena, Kiel, Kotka, Dartford, Tarty e Glasgow resolveram criar um prémio que distinguisse as cidades que de alguma forma são exemplo a seguir no plano ambiental. A visão verde destas 15 cidades resultou num memorando de entendimento que serve atualmente de referência às cidades candidatas e que foi prontamente acolhido pela Comissão Europeia (presidida na altura por Durão Barroso), enquadrando-se no âmbito das políticas para um planeamento urbano sustentável.

 

Quais os objetivos desta distinção?

O título foi criado para reconhecer e atribuir mérito às cidades que apresentem um registo consistente de procura dos mais elevados padrões ambientais, encorajar as cidades a comprometerem-se com metas ambientais ambiciosas e divulgar modelos e práticas que sirvam como referência para outras cidades.

 

Quais são os prazos e fases da candidatura?

2014 marcou o início da construção desta candidatura de Guimarães, com a elaboração de um plano global, em colaboração com várias entidades. Este é o documento técnico estruturante de toda a candidatura.

Entre 2015 e 2017 é o período de preparação da candidatura no terreno. São os anos em que as equipas operacionais farão o seu trabalho de implementação das boas práticas ambientais e dos investimentos necessários, identificados no plano global.

2018 é o ano da decisão. As três candidaturas com melhor classificação integram uma “shortlist” e terão de apresentar perante um júri final o seu plano de ação e estratégia de comunicação.

Em 2020 é escolhida e celebrada a Capital Verde Europeia. Esta é a data-referência para o plano de curto prazo, mas os projetos têm um horizonte mais alargado, que vai até 2030.

 

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