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Guimarães apresentou plano de ação para ser Capital Verde Europeia 2020

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06 Junho 2015

“Conta Comigo!” é a frase-chave de uma campanha que envolve os cidadãos. Uma flor é a imagem que vai acompanhar a candidatura vimaranense numa espécie de convite à participação de todos.

91,9% dos vimaranenses acha que Guimarães se deve candidatar a Capital Verde Europeia, de acordo com um inquérito realizado antes da apresentação pública do projeto “Guimarães + Verde” e do plano de ação de suporte à candidatura que será submetida em 2017, tendo em vista a obtenção do galardão europeu em 2020.

Comemorando simbolicamente o Dia Mundial do Ambiente, esta sexta-feira, 05 de junho, a Câmara Municipal de Guimarães apresentou, no Centro Cultural Vila Flor, as linhas orientadoras do seu programa numa sessão presidida pelo Prémio Nobel da Paz 2007 e Presidente do Comité Externo de Aconselhamento da candidatura vimaranense, Mohan Munasinghe, pelo Reitor da Universidade do Minho, António M. Cunha, pelo Presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, entre outras individualidades.

Durante a sua intervenção, o responsável pelo Município divulgou outros dados estatísticos da amostra. Para 45,8% das pessoas inquiridas, o principal responsável pelos danos no meio ambiente em Guimarães é a sociedade no geral. Segundo a percentagem de respostas obtidas, a resolução dos problemas relacionados com o ambiente depende principalmente da mudança de comportamento (66,4%) e de cada um de nós (23%).

«Em parceria com a Universidade do Minho, desejo um concelho de Guimarães verde, ecológico, onde todos os nossos projetos são pensados tendo em conta este desígnio. O maior investimento é o da envolvência nas pessoas. Quero que os vimaranenses se envolvam no objetivo de termos um território verde, que tenham uma forte consciência e inteligência ecológica e que sejam os primeiros cuidadores do nosso ambiente, da biosfera de Guimarães. As cidades de futuro são as que se preocupam com a natureza», afirmou Domingos Bragança, que indicou ações concretas.

«Já estamos a trabalhar para que toda a montanha da Penha, desde o Parque da Cidade, ao Santuário e à Lapinha, seja reflorestada por folhosas para que seja criado um microclima, dando-nos frescura no verão e raios solares no inverno, quando atravessamos este caminho de montanha que liga a cidade ao Santuário da Penha. Quando falamos em manchas verdes, nas zonas urbanas, incluímos as hortas sociais, os jardins, os parques naturais, as quintas de produção biológica, em todo o concelho, com base em estruturas comunitárias, lideradas pela Incubadora de Base Agrícola para a valorização dos recursos da terra».

O Reitor António M. Cunha agradeceu a forma como a Universidade do Minho foi «cooptada para este projeto» e manifestou o seu «compromisso pessoal e institucional» em relação à candidatura de Guimarães. «Aquilo que nos deve unir é todo um caminho, é toda uma agenda para melhorar a sustentabilidade do Município, tornar a cidade mais verde e alterar comportamentos para construir um futuro melhor para o ambiente e melhor para as pessoas», referiu o responsável pela Academia minhota.

Mais que uma flor
“Conta comigo!” é o slogan da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia cujo logótipo evoca as cores da natureza. A figura, que no final se assemelha a uma flor, nasceu da combinação do final gráfico “Mais”, combinado com a forma de uma folha, depois multiplicada por quatro e justaposta em forma de cruz. O corte arredondado junto ao centro confere-lhe uma ideia de movimento, que remete para um vira-vento, brinquedo muito comum que serve de metáfora para uma das fontes de energia limpa mais importantes do planeta: o vento.

Com base nesta força matriz, surge, num segundo plano, a azul, quatro outras folhas que completam a imagem da flor e reforçam o conceito de união. Ao centro, também a azul, em losango, destaca-se uma semente, símbolo máximo da transformação e do ciclo de renovação da natureza. Numa leitura final, todos os elementos da imagem dependem desse núcleo e nele participam e, tal como os seres vivos, dependem dos equilíbrios dos ecossistemas.

12 requisitos fundamentais
Nos próximos dois anos, as equipas operacionais farão o seu trabalho de implementação de boas práticas ambientais identificadas no plano global de ação e, em 2017, será formalizada a candidatura de Guimarães cujo processo exige o cumprimento de doze áreas de indicadores: Alterações climáticas: mitigação e adaptação; Transporte local; Áreas urbanas verdes incorporando uso sustentável do solo; Natureza e biodiversidade; Qualidade do ar ambiente; Qualidade do ambiente acústico; Produção e gestão de resíduos sólidos; Gestão da água; Tratamento de águas residuais; Ecoinovação e emprego sustentável; Desempenho energético; e Gestão ambiental integrada.

Até ao momento, a cidade sueca de Estocolmo (2010), a alemã Hamburgo (2011), a espanhola Vitoria-Gasteiz (2012), a francesa Nantes (2013), a dinamarquesa Copenhaga (2014) e a inglesa Bristol (2015) foram as Capitais Verdes Europeias eleitas, estando a eslovena Ljubljana já escolhida para 2016. O Prémio Capital Verde Europeia (“European Green Capital Award”) nasceu da vontade de quinze cidades europeias em estimular e reconhecer as boas práticas ambientais, o que resultou num memorando de entendimento que serve atualmente de referência às cidades candidatas e que foi acolhido pela Comissão Europeia, enquadrando-se no âmbito das políticas para um planeamento urbano sustentável.

Vídeos
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