𝗡𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 “𝗢 𝗡𝗼𝗿𝘁𝗲 𝟰𝟬 𝗔𝗻𝗼𝘀 𝗗𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀: 𝗤𝘂𝗲 𝗘𝘂𝗿𝗼𝗽𝗮 𝗤𝘂𝗲𝗿𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗶𝗿?”, 𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗔𝗿𝗮𝘂́𝗷𝗼 𝗱𝗲𝗳𝗲𝗻𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗘𝘂𝗿𝗼𝗽𝗮 𝘀𝗲 𝗱𝗲𝘃𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗿 𝗲 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝗿 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮̃𝗼
O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães participou na conferência promovida pela CCDR-Norte para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, realizada no âmbito das comemorações do Dia da Europa. A iniciativa reuniu representantes institucionais, académicos e políticos para debater os desafios da Europa, o desenvolvimento regional e o papel dos territórios no futuro da União Europeia.
A conferência contou ainda com a presença e intervenções de Alberto Costa, Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Álvaro Santos, Presidente da CCDR NORTE, Henrique Burnay, consultor em assuntos europeus, dos eurodeputados Paulo Cunha e Francisco Assis, e do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.
“Há uma coisa que me preocupa imensa na Europa, que é um extraordinário projeto político, dos mais brilhantes e inspiradores que conhecemos no mundo, não há dúvida, mas a Europa tem que ganhar capacidade de decisão, de agilidade de decisão”, defendeu Ricardo Araújo.
O Presidente da Câmara Municipal sublinhou ainda a necessidade de acelerar a concretização dos grandes planos estratégicos europeus, sobretudo junto das empresas e dos setores industriais. “A Europa precisa de se transformar para que as decisões e os grandes planos possam ser materializados e que as pessoas sintam que, de facto, as decisões da Europa transformam a sua vida”, afirmou.
A cooperação entre regiões e municípios no contexto da euro-região do norte da Península Ibérica foi igualmente abordada durante a conferência. “Precisamos de construir uma agenda conjunta que possa contribuir para resolver alguns problemas da região mas sobretudo para aproveitar os centros de competências e recursos que aqui temos”, afirmou Ricardo Araújo.
No âmbito da transição ecológica e dos desafios ambientais, o Presidente da Câmara Municipal alertou para a necessidade de compatibilizar sustentabilidade e competitividade económica. “A transição ecológica, esta transição verde que é um desafio na Europa, tem que significar uma vantagem competitiva para as empresas, não pode significar uma desvantagem”, afirmou, defendendo que as empresas comprometidas com a responsabilidade ambiental não podem ser penalizadas face à concorrência internacional desleal.
A presença de Ricardo Araújo nesta conferência reforça o posicionamento de Guimarães como um território ativo na discussão dos desafios europeus, assumindo um papel cada vez mais relevante nas áreas da inovação, desenvolvimento territorial, competitividade e atração de investimento.

