Guimarães aposta na Inovação, Indústria e Internacionalização como eixo de desenvolvimento do território


Domingos Bragança, presidente da Câmara, interveio no Workshop do Comité Estratégico de Supervisão do DTx colab (Digital Transformation Colab), realizado no auditório do Avepark.
Esta segunda-feira, 10 de julho, no Avepark – Parque de Ciência e Tecnologia, e numa altura em que se comemora o 5º aniversário do DTx colab (Digital Transformation Colab), uma associação dedicada à investigação aplicada em diferentes áreas associadas à transformação digital, o seu Comité Estratégico de Supervisão realizou um Workshop que contou com a presença de Domingos Bragança, presidente da Câmara, António Cunha, presidente da CCDR-N, e António Bárbara Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação.
Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, deu os parabéns a todos os responsáveis e investigadores do DTx pela passagem do seu 5º aniversário, reafirmando a intenção da autarquia a que preside em continuar a aposta na ciência e no conhecimento como motor de transformação económica no território. “Guimarães tem mantido uma parceria muito forte com as instituições de ensino e com os centros de investigação, como é o caso da Universidade do Minho, Universidade das Nações Unidas e IPCA, e também do DTX, porque existe uma forte convicção de que é o investimento na ciência que mais transformações opera no território, a par da educação e da cultura”, referiu. O presidente da Câmara disse que as Empresas e os seus departamentos de investigação e desenvolvimento devem fixar na sua memória o DTx colab (Digital Transformation Colab), com sede na Escola de Engenharia da Universidade do Minho, uma estrutura fundamental para a sua Inovação e Produtos “Inteligentes“.
Em seguida, Domingos Bragança, enunciou um conjunto de projetos de investimento municipal do próximo quadro comunitário que serão destinados à área da ciência, e que englobam a instalação da Escola-Hotel do IPCA na Quinta do Costeado, a instalação da Engenharia Aeroespacial na Fábrica do Arquinho e a Academia de Transformação Digital, na Fábrica do Alto, onde também será instalado um Polo do DTx. “Este é um investimento avultado e que, quanto a mim, nos coloca no caminho certo, um caminho que já nos trouxe até ao Instituto Cidade de Guimarães, bem aqui ao lado, ou à recuperação do edificado do Campus de Couros, onde está instalada a Universidade das Nações Unidas. É este trabalho colaborativo do DTX colab, da transformação digital, que é decisivo para todas as empresas, independentemente da sua dimensão, e que temos que alavancar, para que, através de projetos transversais ou específicos possamos servir a Indústria de Portugal e da Europa, e fazermos de Guimarães e do seu território um polo de Inovação, Indústria e Internacionalização (aludindo à intervenção de António Cunha)”, concluiu.
António Cunha, presidente da CCDR-N, deu relevo à dimensão internacional dos projetos do DTX, e ao facto da grande maioria da inovação em Portugal se situar na região Norte. “Este projeto do DTX é um projeto de talentos, que mistura várias áreas da engenharia numa simbiose perfeita entre mecânica, eletrónica e comunicações”, frisou. O presidente da CCDR-N lembrou ainda que é no norte do país que se situa a mais importante região de manufatura da Europa, e que esta necessita de inteligência, dados e conectividade.
António Cunha falou também da Estratégia da Região Norte, a região que mais cresceu nos últimos 4 anos, e referiu um trabalho de benchmarking realizado que pretendeu avaliar os Sistemas Regionais de Inovação. Para António Cunha, é necessário construir um futuro, que a Norte passa pela Inovação, Indústria e Internacionalização, e também pelo que se faz no DTX.
António Bárbara Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação, falou dos grandes desafios que o país enfrenta e do facto de em Portugal ser feita ciência e tecnologia ao nível do melhor que se faz no mundo. “Vocês (DTX) fazem isso acontecer e vocês foram pioneiros, identificando uma necessidade específica de transição digital. O DTX não é um projeto, é já uma instituição”, disse. António Trigo, a finalizar, deixou um desafio ao DTX: constituir-se como um role model na área da investigação e desenvolvimento colaborativos.
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