Gestão de Resíduos
Do velho se faz novo
Ao contrário do que se possa pensar, a reciclagem é um processo vulgarmente utilizado. A incorporação de materiais recicláveis no fabrico de novos objetos ou embalagens é um procedimento comum nos diferentes materiais: plástico, metal, papel, vidro ou madeira.
Todos os dias chegam às nossas mãos embalagens e objetos que foram produzidos graças à reciclagem das embalagens usadas que separamos em casa e colocamos nos ecopontos.
As vantagens da utilização de materiais reciclados em detrimento de matérias-primas virgens são várias e contribuem para uma melhor qualidade de vida das populações.
O ciclo da reciclagem
Depois de utilizadas, as embalagens transformam-se em resíduos. Através da reciclagem podemos prolongar o seu ciclo de vida tornando-as objetos valiosos mesmo depois de usadas. Depois de recicladas, as embalagens usadas dão origem a materiais de qualidade - novos objetos ou novas embalagens, num ciclo interminável.
O que muitos de nós não sabemos é que a reciclagem das embalagens que colocamos nos ecopontos dá origem a objetos de uso quotidiano. Permanece a ideia mais ou menos generalizada que a reciclagem só produz objetos caros ou de uso pouco comum, vendidos apenas em lojas específicas de produtos naturais ou de design. Porém, a realidade é bem diferente. Basta pensarmos, por exemplo, que praticamente todo o vidro de embalagens, garrafas, boiões e frascos que é produzido incorpora total ou parcialmente vidro reciclado.
Os metais, aço e alumínio reciclados dão origem a peças de uso comum como os bicos do fogão e do esquentador que tem em casa. Dentro do seu automóvel estão provavelmente muitas peças que foram produzidas graças às latas de conserva que colocou no ecoponto há uns meses.
O papel reciclado é incorporado numa infinidade de novos objetos, nomeadamente, na produção de papel de jornal, caixas de cartão canelado, papel higiénico, rolo de cozinha e embalagens de cartão. O papel reciclado não dá origem apenas àquele tipo de objetos de aspecto rústico que vemos à venda nas papelarias, como álbuns de fotografias, cadernos ou blocos de notas.
O caso do plástico chega a ser surpreendente tamanha é a diversidade de objetos que são produzidos a partir da sua reciclagem. Por exemplo, aquele frasco de detergente de roupa que colocou ontem no ecoponto pode vir a transformar-se em objetos tão variados como uma camisola polar, um vaso, um tubo para canalização, uma mesa de jardim ou fibra de enchimento de um blusão.
Já a madeira reciclada dá origem a aglomerado, material utilizado em grande parte do mobiliário que temos em casa.
Sem a sua contribuição todo este ciclo é quebrado. Por isso não se esqueça: separe sempre as embalagens usadas.
Como se separam os resíduos e onde se depositam
Quase tudo, em matéria de embalagens, pode ser reciclado: o plástico, o metal, o papel/cartão, o vidro e, também, a madeira.
O primeiro passo da reciclagem é separar as embalagens usadas por tipo de material. Depois de utilizadas é necessário escorrê-las e enxaguá-las para que os restos dos produtos que estavam no seu interior não provoquem maus cheiros enquanto as guardamos em casa. Posteriormente, e sempre que possível, devem espalmar-se para reduzir o espaço que ocupam em casa e tornar mais fáceis as idas ao ecoponto. Por último, é importante retirar as rolhas e as tampas sempre que são feitas de outros materiais, diferentes da embalagem. O último passo é colocar as embalagens nos respectivos contentores: o plástico e metal no ecoponto amarelo; o papel e o cartão no azul; e, por fim, o vidro no verde. As embalagens de madeira, por serem menos frequentes, devem ser diretamente depositadas nos ecocentros. Para o ajudar nesta tarefa, pode fazer aqui o download das regras de separação.
Organização em casa
Cada família sabe melhor do que ninguém como orientar o espaço e a arrumação da sua casa. Engana-se quem pensa que a única maneira de separar as embalagens usadas e de participar na reciclagem é ter três ou quatro caixotes do lixo. Em vez disso pode, por exemplo, utilizar um caixote para os resíduos orgânicos e outro para colocar todas a embalagens, separando-as já à boca do ecoponto. Outra alternativa é comprar um ecoponto doméstico disponível no mercado. Estes caixotes existem para todos os gostos e a preços acessíveis. A última opção é estimular a sua imaginação: por exemplo, se tem filhos porque não ajudá-los a construir um ecoponto feito a partir de caixas de cartão? Junte-se aos seus filhos numa atividade que é ao mesmo tempo lúdica e educativa e que o vai ajudar na tarefa de separar.
a) Papel / Cartão – No contentor azul do ecoponto deve colocar as embalagens de cartão, o papel de embrulho e de escrita, jornais e revistas. Tenha o cuidado de retirar clipes e materiais plásticos. As embalagens devem ser devidamente espalmadas.
b) Embalagens – No embalão (contentor amarelo do ecoponto) deve depositar apenas as embalagens e sacos de plástico, latas de conserva, de bebida e de spray, garrafas de óleo alimentar, esferovite limpa, tabuleiros de alumínio, aerossóis vazios e embalagens de tipo Tetra pack para alimentos líquidos. As embalagens devem ser escorridas, espalmadas e as tampas retiradas.
c) Vidro – No contentor verde do ecoponto são depositadas as garrafas, frascos e boiões de vidro. As embalagens devem ser escorridas e as rolhas e cápsulas retiradas. Se necessário, para evitar maus cheiros, pode passá-las por água.
d) Pilhas – As pilhas, baterias e acumuladores devem ser depositados nos pilhões disponíveis, nos seus ecopontos e / ou ecocentros, ou nas caixas de recolha colocadas em híper e supermercados, Retalhistas e outras Instituições.
e) Resíduos Orgânicos – Sempre que possível, este tipo de resíduo (restos de alimentos, cortes de jardim, cinzas e resíduos de atividades agrícolas) deve ser reaproveitado como composto orgânico (adubo). Na impossibilidade de valorização deste material, este deve ser encaminhado para o contentor de indiferenciados, ou colocado em saco perdido bem atado
f) Resíduos Indiferenciados – Todos os resíduos que não podem ser encaminhados para reciclagem ou compostagem. Os sacos devem ser bem fechados e acondicionados, de modo a evitar maus cheiros e potenciar a atração de roedores e insetos.
Reciclar embalagens usadas tem vantagens ambientais e económicas:
• Economia de Energia: Fabricar materiais a partir de resíduos consome menos energia do que fabricá-los a partir de matérias-primas virgens. Muitos dos recursos energéticos que se poupam são fontes de energia não renováveis, como é o caso do petróleo.
• Poupança de matérias-primas: Ao utilizarmos as embalagens usadas como matérias-primas secundárias, estamos a poupar matérias-primas virgens. A reciclagem do plástico contribui para uma diminuição do consumo de petróleo. A valorização das embalagens de metal permite poupar minérios. Utilizar vidro reciclado na produção de novas embalagens poupa os leitos dos rios donde são retiradas as areias usadas para produzir este material. A utilização de pasta de papel reciclado e a reciclagem de embalagens de madeira evita o abate de milhares de árvores.
• Redução da quantidade de resíduos nos aterros sanitários: Quanto menos resíduos forem para um aterro sanitário, mais anos de vida útil, este terá. Se todos contribuirmos, aumentamos a esperança de vida dos aterros sanitários, evitando desperdiçar recursos na construção de novos equipamentos destes. Só deverão ser depositados em aterro os resíduos que não podem ser valorizados. É por isso que a participação de todos nós na recolha seletiva, é fundamental.
O “Papa-Chicletes”, com um design arrojado e atrativo, pretende incentivar, principalmente o público mais jovem a colocar ali as pastilhas elásticas usadas para serem transformadas em plástico.
O EcoPontas, igualmente com uma imagem apelativa, tem no topo da sua estrutura inquéritos periódicos sobre temas da atualidade, cujas respostas serão quantificadas através da introdução de pontas de cigarros, incentivando a população a depositá-las no recipiente em detrimento do pavimento, onde se encontra 37% deste tipo de lixo atirado para o chão. Permite ainda dar uma nova vida às pontas de cigarros, transformando-as em energia ou em materiais de construção.
