Orçamento para 2019 reforça as apostas no ambiente, na coesão territorial e na afirmação internacional de Guimarães


Domingos Bragança explicou à imprensa as grandes opções do Plano e Orçamento, no final da Reunião do Executivo Municipal de hoje, quarta-feira, 31 de outubro.
Sustentabilidade Ambiental, Coesão Territorial e Afirmação de Guimarães no Mundo são os três pilares que sustentam as grandes opções o Plano e Orçamento 2019, Plano Plurianual de Investimentos, e que mereceram, por parte do Presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, uma atenção especial na habitual Conferência de Imprensa do final da Reunião do Executivo Municipal.
Segundo Domingos Bragança, a Sustentabilidade Ambiental, desígnio já há muito abraçado pelo Município de Guimarães, alcança-se a partir de políticas de educação ambiental que formem os cidadãos do futuro, os Eco-Cidadãos. “O exemplo do trabalho dos Agrupamentos Escolares é paradigmático, como hoje testemunhámos na Reunião de Câmara. Foram 42 as escolas que obtiveram o galardão de Eco-Escola, mais 14 escolas do que em 2017, e 3 os Agrupamentos que têm todas as suas escolas distinguidas com este galardão atribuído pela Associação Bandeira Azul Europeia. É este trabalho nas escolas que dará frutos no dia de amanhã”, referiu. As diferentes iniciativas do Município nesta área, como a construção da Ecovia, as Brigadas Verdes, o programa PEGADAS, as reuniões com de trabalho com várias entidades para a preservação das linhas de água, entre outras iniciativas, são, segundo o Edil, exemplos da perseverança e convicção no caminho traçado e que justificam os vários prémios que Guimarães tem obtido na área da Sustentabilidade Ambiental. “Não foi por acaso que obtivemos um honroso 5º lugar na candidatura a Capital Verde Europeia 2020”, disse. Uma das medidas já em curso, a constituição da Estrutura de Missão para o Desenvolvimento Sustentável – Guimarães 2030, permitirá apresentar uma nova candidatura a Capital Verde Europeia, continuar o Plano para o Desenvolvimento Sustentável de Guimarães, colaborar com outras candidaturas e projetos, promover uma gestão transversal, integrada e multidisciplinar e contribuir para uma educação para a sustentabilidade.
A Coesão Territorial, outro dos pilares de atuação do Executivo, tem disso fomentada pelo grande investimento efetuado nas freguesias do Concelho, com o consequente aumento da qualidade de vida e bem-estar das populações. As ambições alargam-se à rede de transportes públicos que, para Domingos Bragança, é uma prioridade. O Plano de Mobilidade para o território que está a ser finalizado, e que será disponibilizado publicamente, será o ponto de partida para uma solução que resolva o transporte público no concelho. O Presidente da Câmara admite poder vir a recorrer a uma entidade municipal, com competência na área dos transportes, para servir as zonas de baixa densidade do concelho, recorrendo à mobilidade 100% elétrica, esta constituindo-se como outro dos objetivos a ser implementado na concessão a privados. “Há dois anos pensava-se não ser possível termos uma frota 100% elétrica. Hoje, a realidade é outra. O sonho pode tornar-se realidade, o que vem dar força às nossas convicções num caminho de opções estruturantes irreversível. Estamos a trabalhar com várias entidades nesse sentido”, frisou Domingos Bragança.
Ainda na mobilidade, o trabalho que está a ser desenvolvido no seio do Quadrilátero para a elaboração de um projeto que permita a ligação, por superfície, entre os principais pontos dos territórios de Guimarães, Braga, Famalicão e Barcelos foi apontado como um exemplo de um pensamento que vai para além das fronteiras do Concelho de Guimarães, num exemplo de cooperação que envolve 3 dos 10 municípios mais exportadores do país. A ligação desta área geográfica, que Domingos Bragança intitulou de “Área Metropolitana do Quadrilátero”, através de um percurso que ligue os principais pontos de cada um dos concelhos poderá vir a ser feita recorrendo a tecnologias hoje disponíveis, amigas do ambiente, como é o caso do Metro Bus (ou Tramway) que recorre a ramais elétricos instalados nas cidades e a baterias nas zonas mais periféricas. “Nos dias de hoje, e até por questões que se prendem com o ambiente, temos que pensar na intermodalidade, nos modos suaves de mobilidade, no impacte ambiental, construindo um território de futuro que aproveite o que de melhor a tecnologia oferecer para, a cada momento, o cidadão se sinta no centro das nossas preocupações. Este Plano e Orçamento tem em vista estas preocupações”, frisou Domingos Bragança.
Em relação à afirmação de Guimarães no Mundo, o Presidente da Câmara referiu o papel decisivo nessa visibilidade que a classificação, pela UNESCO, do Centro Histórico como Património Cultural da Humanidade aportou (não esquecendo o processo em curso para a candidatura da Zona de Couros), o mesmo acontecendo com o título de Capital Europeia da Cultura. O Edil referiu que o Executivo continuará a fazer de Guimarães uma Cidade de Cultura, capaz de organizar eventos de alcance internacional e estender-se a todo o território com uma oferta cultural de qualidade, e que continuará a apostar na Ciência e no Conhecimento, chamando aos seus Parques Tecnológicos e Universitários o talento local e nacional, relevando o papel decisivo da cooperação entre Município e Universidade do Minho.
Um evento apontado como de sucesso para Guimarães foi a semana de comemoração do “Dia do Exército”. “O Sr. Ministro da Defesa e o Chefe do Estado-Maior do Exército elogiaram Guimarães pela sua capacidade de mobilização, pela sua forte identidade e pela forma competente e séria como olhou para a importância do Exército Português. Ambos felicitaram Guimarães pelo êxito das comemorações e concordaram que o primeiro exército português foi formado em Guimarães, aquando a Batalha de S. Mamede. É por esse motivo que D. Afonso Henriques é o patrono do Exército e é também por esse motivo que o dia 24 de Junho deverá ser considerada a data fundacional de Portugal”, disse.
Em resposta às críticas de morosidade na execução de alguns dos projetos anunciados, o Presidente da Câmara lembrou a complexidade dos mesmos, quer pela sua dimensão económica, que requer candidaturas a apoios nacionais ou comunitários, quer pelos tramites administrativos e legais associados que são morosos. A esse propósito, Domingos Bragança apontou os exemplos da requalificação do Teatro Jordão (em que foi conseguida uma comparticipação de 70%) e da construção da Escola-Hotel do IPCA, que requer a compra do terreno, o projeto e todas as subsequentes ações tendentes à conclusão da obra. “São obras com um horizonte temporal alargado, que não podem ficar prontas de um dia para o outro. Mas não é por isso que deixaremos de apostar nos projetos que farão do nosso território um território mais qualificado e onde todos queiram viver”, concluiu.