Guimarães recebeu última criação do Teatro Oficina elogiada pela crítica internacional

Adaptação teatral da companhia vimaranense privilegia proximidade com o público. Cinco atores convidam a plateia a participar e todos são testemunhas e vítimas de uma transformação comum.
A peça “Círculo de Transformação em Espelho”, a mais recente produção do Teatro Oficina, cuja estreia, no passado mês de julho, na 31ª edição do Festival de Teatro de Almada, mereceu rasgados elogios da crítica internacional, foi apresentada em Guimarães no Centro Cultural Vila Flor, onde esteve em palco durante quatro dias, de 02 a 05 de outubro.
“Círculo de Transformação em Espelho” estreou em 2009, vencendo o Prémio Obie para melhor peça de teatro americana em 2010 e foi nomeada para os reputados Drama Desk Award, prémios que reconhecem a excelência das peças apresentadas nos palcos de Nova Iorque para as categorias de Melhor Peça e Melhor Encenador.
A estreia europeia da peça aconteceu em Londres, em julho de 2013, no Rose Lipman Building. A peça recebeu excelentes críticas dos mais conceituados jornais. O New York Times considerou a peça “absorvente e com um humor afiado”. O jornal britânico The Guardian mostrou-se espantado com a sensibilidade de Baker, referindo tratar-se de “uma peça introspetiva sobre pessoas introvertidas”.
O mesmo jornal The Guardian não poupou elogios à adaptação apresentada agora pelo Teatro Oficina. A peça foi aclamada pelo crítico Andrew Haydon que afirmou que “foi o ponto alto do Festival de Teatro de Almada (...). A produção da peça de culto de Annie Baker, ‘Círculo de Transformação em Espelho’, adaptada pela companhia Teatro Oficina, resultou maravilhosamente”.
Depois da encenação de textos de Will Eno, Jenny Schawrtz e Sheila Callaghan, com esta peça o Teatro Oficina prossegue o caminho de partilha com o teatro português daquilo que de novo e relevante se vai escrevendo noutras paragens.
Com encenação de Marcos Barbosa, tradução de Manuel Neto, cenografia de Ricardo Preto, desenho de luz de Pedro Vieira de Carvalho, figurinos de Susana Abreu e sonoplastia de Pedro Lima, a peça conta com a interpretação de Alheli Guerrero, André Júlio Teixeira, Diana Sá, Emílio Gomes e Teresa Coimbra.